domingo, 4 de março de 2012

Cadernos CEDES - Educational dance: a fact in the schools of São Paulo

Cadernos CEDES - Educational dance: a fact in the schools of São Paulo

Dança educativa: um fato em escolas de São Paulo

Marta Thiago Scarpato*

RESUMO: A Dança Educativa, desenvolvida em escolas particulares de São Paulo, está inserida na Grade Curricular da Educação Infantil, fundamentada nas idéias convergentes de Rudolf Laban e Célestin Freinet. Os resultados apontam os progressos no desenvolvimento do educando: autonomia corporal e intelectual, socialização, cooperação, responsabilidade e avanço na aprendizagem. Questiona qual o estilo de dança mais apropriado na área da educação e ressalta a necessidade de professores habilitados para desenvolverem trabalhos similares.

Palavras-chave: Dança, Escola, Laban, Freinet, Ensino.

Explorando o movimento dançante

Alguns julgam que, para ocorrer a aprendizagem, é preciso que o aluno esteja sempre sentado e quieto. Privilegiar a mente e relegar o corpo pode levar a uma aprendizagem empobrecida. É preciso ver o homem como ser total e único que quer aprender de forma dinâmica, prazerosa, envolvente.

O aluno imóvel nem sempre está envolvido com o que ocorre na sala de aula, pode estar internamente inquieto, querendo se movimentar porque é insuportável permanecer muito tempo na mesma posição. É fundamental desenvolver a corporeidade em todas as áreas, não nas áreas afins.

(...) Infeliz educação a que pretende, pela explicação teórica, fazer crer aos indivíduos que podem ter acesso ao conhecimento pelo conhecimento e não pela experiência. Produziria apenas doentes do corpo e do espírito, falsos intelectuais inadaptados, homens incompletos e impotentes. (Freinet, 1991, p. 42)

A educação deve ser global, não apenas visando a um aspecto do ser humano, o que supõe a dança na educação por ser um aprendizado que integra o conhecimento intelectual e a livre expressão do aluno.

O uso da dança na sala de aula, contudo, não visa apenas proporcionar a vivência do corpo e diminuir tensões decorrentes de esforços intelectuais excessivos. Na medida em que favorece a criatividade, pode trazer muitas contribuições ao processo de aprendizagem, se integrada com outras disciplinas.

O trabalho com o corpo gera a consciência corporal. O aluno questiona-se e começa a compreender o que passa consigo e ao seu redor, torna-se mais espontâneo e expressa seus desejos de modo mais natural, o que pode criar dificuldades para a prática pedagógica autoritária, que ainda acredita que o aluno só aprende sentado na carteira.

Qual o estilo de dança na educação?

A dança na escola vem associada a estilos que exigem uma técnica corporal com movimentos codificados, os quais requerem um ensino pautado em movimentos certos ou errados, dentro de um padrão técnico imposto pelo professor, como o balé clássico, o sapateado e outros.

O ensino do balé clássico, técnica corporal codificada, é tema polêmico. Já dentro da sala de aula, o professor divide os alunos em talentosos e não-talentosos, e o tratamento diferenciado inicia-se. Os talentosos mostram as seqüências de exercícios na barra ou no centro, são corrigidos em seus passos e ocupam lugar à frente dos colegas na sala de aula. Quando da distribuição dos personagens para um espetáculo, recebem papel de destaque, tratamento que não difere muito do contexto escolar.

No balé clássico, todos aprenderão em, no mínimo, 8 anos, passos que serão sempre repetidos, mecânicos, não pensados nem discutidos, que não expressam o interior de quem os executa.

Um único movimento, ou uma seqüência de movimentos, deve revelar, ao mesmo tempo, o caráter de quem o realiza, o fim pretendido, os obstáculos exteriores e os conflitos interiores que nascem deste esforço. (Laban apud Garaudy, 1980)

O aluno, ao adentrar a sala, reprime seus sentimentos e experiências corporais descobertas no cotidiano, desvinculando a emoção da ação. Retorna-se à educação fracionária, que visa formar partes do ser.

Que cidadão a escola quer formar com um estilo de dança que gera a competição acirrada e desumana e não a socialização e a cooperação? É balé clássico a técnica de dança mais apropriada para o contexto escolar?

Há escolas em que, numa mesma aula, ensinam-se vários estilos, o que gera confusão, a partir da própria nomenclatura: dança livre, dança-expressão corporal ou apenas dança. Dança? Qual estilo? Dança Livre com base em quais pressupostos? Em muitas aulas ocorre uma miscelânea de balé clássico, jazz, street-dance, axé e outros em apenas 50 minutos. O professor "passeia" por vários estilos, que poderiam ser melhor aprofundados e explorados, se fossem apenas um ou se existisse nesta aula uma fundamentação teórico-prático-pedagógica que justificasse tal proposta.

No Brasil, pouquíssimos professores nas técnicas de dança procuram desenvolver a consciência corporal, como faz a Educação Somática.1

O ensino do balé clássico e da dança deveria unir outras práticas corporais para um trabalho consciente e crítico com o aluno. O desconhecimento do valor da dança por parte de coordenadores pedagógicos, diretores de escolas e a falta de especialistas sérios levam a um ensino confuso, sem fundamentação e reflexão.

A dança na escola não deve priorizar a execução de movimentos corretos e perfeitos dentro de um padrão técnico imposto, gerando a competitividade entre os alunos. Deve partir do pressuposto de que o movimento é uma forma de expressão e comunicação do aluno, objetivando torná-lo um cidadão crítico, participativo e responsável, capaz de expressar-se em variadas linguagens, desenvolvendo a auto-expressão e aprendendo a pensar em termos de movimento.

A proposta por Rudolf Laban2 adequa-se perfeitamente aos princípios da educação progressista, possibilitando ao aluno expor-se por seus próprios movimentos. Não ensina apenas a forma ou a técnica, mas educa conforme o vocabulário de movimento de cada um, contribuindo para o desenvolvimento emocional, físico e social do participante.

Tal proposta, associada aos princípios construtivistas, reconhece a importância da construção do movimento e da participação do aluno.

Meu encontro com Laban e Freinet

Atuando como bailarina clássica e estudante de Pedagogia da PUC-SP, pensei em introduzir na educação uma proposta de dança diferente do balé clássico. Foi aí que conheci, por intermédio de Maria Duschenes,3 a Teoria da Arte do Movimento Humano de Rudolf Laban.

Laban dedicou sua vida ao estudo do movimento humano em seus significados e relações com o meio, resgatando os atos espontâneos pela dança e considerando a rotina de movimentos como restrição à expressividade do homem. Sua proposta de dança não considera apenas a graciosidade, beleza das linhas e leveza dos movimentos, mas a liberdade que possibilita ao homem se expor por seus movimentos e encontrar a auto-suficiência no próprio corpo.

A educação deve integrar corpo e mente, ensinando a pensar em termos de movimento para dominá-los, e não apenas se preocupar com o domínio da escrita, do raciocínio lógico-abstrato e da linguagem.

(...) um professor diante dos alunos sentados em suas carteiras pode, através da compreensão, fazer tanto para ajudar toda a classe e cada criança individualmente como o professor de dança ou de ginástica, cujo interesse pelo movimento é mais imediato. O docente que ensina matérias do tipo acadêmico deve apreciar os esforços expressados por meio do movimento, assim como o professor de dança que tem que se dar conta de que há um esforço mental implícito em toda atividade. (Laban, 1990, p. 102)

Sem vivências corporais e reflexão sobre a dança, o educador não pode conceber o movimento dançante como algo tão importante quanto falar ou efetuar operações matemáticas.

Dançar é tão importante para uma criança quanto falar, contar ou aprender geografia. É fundamental para a criança que nasce dançando, não desaprender essa linguagem pela influência de uma educação repressiva e frustrante (...). (Béjart apud Garaudy, 1980)

Para Laban, a criança tem o impulso inato de realizar movimentos similares aos da dança. Cabe à escola levá-la a adquirir consciência dos princípios do movimento, preservando sua espontaneidade e desenvolvendo a expressão criativa. O aprendizado da dança deve integrar o conhecimento intelectual e criatividade do aluno, desenvolvendo os pilares da educação (Delors, 2000).

Quando no curso de Pedagogia na PUC-SP, conheci a proposta pedagógica de Freinet com o livro Freinet – Evolução histórica e atualidades (Sampaio, 1989) e filiando-me ao Núcleo Freinet Cidade de São Paulo.4

Freinet não propõe um método de ensino, mas Técnicas5 pedagógicas para trazer à sala de aula o interesse, a alegria, a cooperação. Substitui a prática tradicional por uma prática pedagógica que leva à ação.

Freinet teve sua saúde prejudicada, ao servir como soldado na Primeira Guerra Mundial. As lições orais o deixavam cansado, sem fôlego, a sala de aula, mal ventilada, cheirando a mofo, dificultava sua respiração. Surge a primeira Técnica: a aula-passeio.

Eles saem. Começam as famosas "aulas-passeio" (curiosa antinomia!) – que vêm, tranqüilamente, negar o disciplinamento forçado dos corpos e das mentes das crianças do povo. (Oliveira, 1995, p. 112)

A aula-passeio visa colocar o aluno em contato com o meio externo para descobertas que motivem a criação do texto livre, outra Técnica Freinet.

A escola precisa realizar experiências com o corpo dos alunos, que não é um esqueleto a ser treinado pela repetição de movimentos, mas por atividades prazerosas.

A criança tem necessidade de andar e saltar: não a podemos condenar a ficar imóvel, porque certamente falharíamos e a prejudicaríamos (...). Porque a criança tem necessidade de agir, criar e trabalhar, isto é, empregar a sua atividade numa tarefa individual ou socialmente útil (...). (Freinet, 1974, p. 49)

A criança deve viver experiências variadas: cair, sujar as mãos, escorregar, gritar etc, o que contribui para o desenvolvimento dos músculos, da curiosidade e da audácia.

Laban e Freinet: uma proposta pedagógica para o ensino de dança

Laban (1879-1958) e Freinet (1896-1966) foram contemporâneos, mas não se conheceram. Suas experiências de vida são completamente diferentes. Laban, filho de militar, viveu em ambientes luxuosos, viajou por vários países e estudou na Escola de Belas Artes de Paris. Freinet, filho de camponeses, levou uma vida simples e humilde e não completou seus estudos.

Ambos apresentavam, no início do século XX, idéias avançadas demais para a época, até hoje não incorporadas na prática da educação brasileira, como a proposta de dança de Laban e as Técnicas de ensino de Freinet. Para Laban, a sala de aula é espaço constrangedor e incômodo, com mesa e cadeiras unidas, que restringem a inclinação natural do corpo. Para Freinet, as carteiras dão a impressão de aprisionamento, imobilidade.

Ambos consideram o homem como um ser integrado: corpo-mente, salientando a necessidade de respeitar o ritmo interno de cada um. Os atos e atividades espontâneas são uma forma de exteriorizar idéias e sentimentos. A educação não deve partir só de explicações teóricas, mas também do tateamento experimental.6

Laban e Freinet têm consciência de que o meio interfere na vida e na formação do ser humano, questionando os avanços da tecnologia por gerarem a imobilidade, o sedentarismo, prejudicial ao desenvolvimento.

As propostas de Laban e Freinet podem integrar-se numa proposta de ensino de Dança Educativa7 nas escolas, por contribuírem para o desenvolvimento do educando nos aspectos:

Tal proposta de dança procura levar o aluno à ação-sensação-reflexão, contribuindo paraaprender a ser, aprender a fazer, aprender a conhecer e aprender a viver juntos, que constituem os quatro pilares da educação. A Comisão Internacional sobre a Educação para o século XXI recomenda que a arte deve ter um espaço maior do que lhe é dado na escola (Delors, 2000, p. 100).

Um acontecimento em escolas paulistanas

Há alguns anos, venho ministrando a disciplina Dança Educativa na Grade Curricular da Educação Infantil em escolas particulares da cidade de São Paulo, tendo como pressupostos as teorias de Rudolf Laban e Célestin Freinet.

O Colégio Nova Era foi a primeira escola do Brasil a acreditar nessa proposta, valorizando a dança como mais uma linguagem artística a ser desenvolvida pelo educando. Situado na Zona Norte de São Paulo, o Colégio tem uma proposta pedagógica diferente das escolas da região, inspirada nos princípios freinetianos.

Muito antes da LDB 9394/96 prever a Arte como disciplina obrigatória e os Parâmetros Curriculares Nacionais (1996) proporem trabalhar várias modalidades da área, como a dança, o teatro, a música e as artes visuais, a escola já tinha as disciplinas Música, Teatro e Artes Visuais na Grade Curricular da Educação Infantil ao Ensino Fundamental.

A dança foi incluída no currículo, depois que apresentei à escola minha proposta de Dança Educativa. A coordenação pedagógica recusava, até então, a disciplina intitulada Dança com aulas de balé clássico, por julgar que tal estilo deveria ser desenvolvido em academias de dança e não no contexto escolar.

Na Educação Infantil , nível de ensino que atuei, tinha a professora polivalente e os professores especialistas na área de Arte, com aulas de música, dança educativa e artes visuais. Nas aulas com as classes do Maternal, Jardim I, Jardim II e Pré, explorava os Temas Básicos do Movimento de Laban e as Técnicas Freinet.

As aulas começavam com a roda de conversa. Espontaneamente, os alunos contavam alguma experiência que tiveram com o corpo, algum fato, e anunciava-se o que iria acontecer naquela aula de dança. Começava-se a desenvolver o aspecto número 8: Envolvimento.

Elaborávamos as Regras, combinando, professor e aluno, o que deveria ou não ser feito durante a aula: "Posso correr?" "Por que não?" "Posso ficar conversando o tempo todo com o colega?" "O que fala na aula é o meu corpo, não a boca!" Tudo era registrado num cartaz e fixado na sala. Sempre que possível, recorria-se às Regras elaboradas e que deviam ser cumpridas.

Muitas vezes, as aulas podem gerar nos alunos grande ansiedade, o que causa agitação, descontração, brincadeiras inadequadas. É a hora de parar a aula, "perder tempo" para relembrar as Regras construídas por todos. Aspectos 2 e 4: Compromisso e Responsabilidade.

O aprendizado da Dança Educativa integra o conhecimento intelectual e a habilidade corporal e criativa do aluno. A alfabetização é um processo pelo qual a criança codifica e decodifica o mundo que a cerca, processo que não atinge somente o aspecto cognitivo do aluno, mas o aluno como um todo: emocional, social, corporal etc.

Numa das aulas com a turma do Pré, foi lançado o desafio de escreverem individualmente e em grupos as letras de seus nomes e dos colegas com o corpo. A atividade deixou-os extremamente empolgados: socializaram os conhecimentos, cooperaram com os colegas e participaram espontaneamente.

No final da aula, na roda de avaliação, expuseram o que vivenciaram:

É gostoso trabalhar em grupo.
É diferente e a gente aprende mais.
Mexe os ossos do corpo.
Escrever é mais fácil que mostrar com o corpo.
Aprender fazer a letra com o corpo.
Torce o corpo para escrever a letra.

Aspectos desenvolvidos: 1. Aprendizagem, 5. Interesse, 9. Socialização, 10. Comunicação, 13. Autonomia, 14. Cooperação.

O projeto Arca de Noé, realizado com todos os professores, cada um em sua especialidade, culminou na montagem do musical Depois da Arca. Durante o processo, sugeri que pensassem no movimento dos animais da Arca de Noé e o mostrassem com seus corpos. O processo de criação coreográfica foi desenvolvido com os alunos do Pré, que recorreram ao aprendido para a elaboração das coreografias do musical.

No final do projeto, os alunos, individualmente, fizeram a auto-avaliação. "Para Freinet, uma das necessidades vitais da criança é saber se avaliar. Cada um aprende a se auto-avaliar através do trabalho que foi capaz de fazer..." (Sampaio, 1989, p. 182).

Auto-avaliação de Matheus (6 anos, aluno do Pré):

O projeto da Arca de Noé possibilitou desenvolver os aspectos, sobretudo o 6 (senso crítico), o 7 (criatividade), o 11 (livre expressão) e o 12 (respeito). O processo ação-sensação-reflexão pode ser observado nos alunos da Educação Infantil: postura corporal, domínio do movimento, relação com os fatores de movimento:8 peso, tempo, espaço e fluência de forma harmoniosa, a autoconfiança para apresentar-se numa dança em público ou expor suas opiniões para a classe, o respeito para com o grupo, sabendo ouvir e ser solidário, o que constitui os pilares da educação: aprender a ser, aprender a fazer, aprender a conhecer e aprender a viver juntos (Delors, 2000).

A necessidade de um corpo docente especializado

Diante das contribuições que a Dança Educativa traz para a formação integral, crítica, cooperativa e participativa do aluno, torna-se sumamente necessário um professor especialista.

Os professores que hoje atuam com dança na escola têm formação superior em Educação Física, Educação Artística, Dança ou em outra área da educação, alguns sem curso superior e que só trabalham em academias com balé clássico, sapateado etc. O currículo de Educação Física inclui várias disciplinas, entre estas a dança, ou outra nomenclatura, desenvolvida em um semestre, um ano ou como disciplina optativa. Qual o estilo de dança ensinado nas universidades? Algumas oferecem uma visão geral da dança, apresentando todos os estilos. Será que tais cursos preparam o aluno para lecionar Dança na escola?

Os cursos de Educação Artística oferecem uma disciplina chamada Expressão Corporal, que, muitas vezes, privilegia a formação de atores. Outros, ainda, oferecem, conforme a proposta da instituição, a disciplina Licenciatura em Dança. Sem conhecimento claro de qual estilo de dança é mais adequado para ser desenvolvido no contexto escolar.

Em São Paulo, o Curso de Dança Educativa, da Faculdade Paulista de Artes, capacita professores para trabalharem com a Dança-Educação. Enfoca a Teoria de Movimento de Laban relacionada aos princípios da educação progressista e ressalta as contribuições que gera no desenvolvimento e, consequentemente, no processo de ensino-aprendizagem da criança. É ainda uma gota no oceano!

Notas

1. A Educação Somática, proposta por Feldenkrais, Alexander, Ideokinesis, Body-Mind Centering e outros, trabalha simultaneamente com aspectos motores, perceptivos, cognitivos e sensoriais. In: SOTER, Silvia, A educação somática e o ensino da dança,Lições de dança 1. Rio de Janeiro: UniverCidade, 1998.

2. Vide SCARPATO, Marta Thiago. O corpo cria, descobre e dança com Laban e Freinet. Dissertação de mestrado, Faculdade de Educação Física/Unicamp, Campinas, 1999, p. 11.

3. Maria Duschenes trouxe a Teoria de Laban para o Brasil e a difunde há mais de 50 anos. Durante muitos anos formou professores para trabalharem com a Teoria da Arte do Movimento Humano.

4. O Núcleo Freinet Cidade de São Paulo divulga a Pedagogia Freinet entre professores da rede pública e particular por meio de encontros, assessorias e artigos.

5. Freinet, op. cit., p. 38.

6. Para Freinet, a aprendizagem por tateamento experimental é processo natural, universal e interativo, que supõe inúmeras tentativas pela ação-reflexão.

7. A terminologia Dança Educativa foi apresentada por Laban em seu livro Dança educativa moderna (São Paulo: Ícone, 1990). Há outras terminologias do ensino de dança em escolas: dança criativa, dança expressiva, movimento expressivo, educação pelo movimento, que usam na íntegra ou em partes a Teoria de Laban. As escolas em que trabalho preferem o termo Dança Educativa a Dança Criativa. É uma área ainda nova no Brasil e os educadores, na grande maioria leigos em dança, optam pelo termo Dança Educativa. O ensino de dança, valorizado e proposto nos PCNs (1996), tem como fundamento os pressupostos de Laban, embora só o citem na bibliografia. Como a grande maioria de professores de dança, que hoje estão na escola, é formada em Educação Física, Dança ou Artes e poucos conhecem a Teoria de Laban, os PCNs deveriam ser mais explícitos quanto aos princípios e proposta de dança que assumem.

8. Op. cit., p. 16.

Educational dance: a fact in the schools of São Paulo

ABSTRACT: The Educational Dance taught in the private schools of São Paulo, based on the theories of Rudolf Laban and Célestin Freinet. The results show the progress in the development of the students: bodily and intellectual autonomy, socialization, cooperation, responsability and advance in learning. This article questions the appropriate dance style in the school environment and points out the scarnecess of trained teachers to develop similar work.

Key words: Dance, School, Laban, Freinet, Teaching.

Referências bibliográficas

DELORS, J. Educação: Um tesouro a descobrir. Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre a Educação para o século XXI. Rio Tinto: Asa, 1996. [ Links ]

FREINET, C. Pedagogia do bom senso. 3ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991. [ Links ]

_______ . Conselho aos pais. 2ª ed. Lisboa: Estampa, 1974. [ Links ]

GARAUDY, R. Dançar a vida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. [ Links ]

LABAN, R. Domínio do movimento. São Paulo: Summus, 1978. [ Links ]

_______ . Dança educativa moderna. São Paulo: Ícone, 1990. [ Links ]

_______ . Dance in general. In: The Laban Art of Movement Guild nº 26, London, 1961. [ Links ]

NORTH, M. Movement and dance education. UK: Northcote House, 1990. [ Links ]

OLIVEIRA, A.M.M. Célestin Freinet: Raízes sociais e políticas de uma proposta pedagógica.Rio de Janeiro: Papéis e Cópias de Botafogo, 1995. [ Links ]

PARÂMETROS Curriculares Nacionais. Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria do Ensino Fundamental, Distrito Federal: MEC/SEF,1996. [ Links ]

SAMPAIO, R.M.W.F. Freinet: Evolução histórica e atualidades. 2ª ed. São Paulo: Scipione, 1994. [ Links ]

SCARPATO, M.T. O corpo cria, descobre e dança com Laban e Freinet. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Educação Física/Unicamp, Campinas, 1999. [ Links ]

SOTER, S. A educação somática e o ensino da dança. In: Lições de dança 1. Rio de Janeiro: UniverCidade, 1998. [ Links ]

* Coordenadora do Curso de Dança da Faculdade Paulista de Artes (SP), mestra em Educação Física pela Unicamp, pedagoga pela PUC-SP e professora de Dança Educativa no Colégio Assunção e Instituto Madre Mazzarello. E-mail: scarpato@br2001.com.br

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Projeto Reciclagem- Brinquedos de sucata































http://eradoverde.wordpress.com/2009/04/01/reciclagem/






http://www.valenaweb.com.br/o_portal/campanhas/reciclagem.html






Brinquedos Pedagógicos de sucatas:Bastonetes ColoridosConfeccionar com garrafas PET transparentes de meio litro e as rechear com papel crepom colorido. Primeiro una as extremidades com fita adesiva colorida, na figura abaixo foi usadas quatro garrafas, sendo duas para as pontas (uma para cada lado e sem e fundo) e duas no meio (sem o fundo e sem o gargalo. As crianças poderão:



· Explorá-los livremente;
· Arrastá-lo;
· Classificados por cor;
· A professora poderá também armar circuitos e pedir para as crianças passarem por ele utilizando diversas formas de locomoção: caminhando, saltando, engatinhando, etc.


Caixa pedagógicaMateriais:
· Uma caixa grande de papelão;
· EVA de várias cores;
· Caixinhas de vários tamanhos forradas;
· Potinhos decorados com fita adesiva colorida (iogurte e outros);
· Tubos de cartão.
Procedimento: Fazer cortes em duas laterais da caixa de maneira que as crianças possam entrar e sair, cubra a caixa com EVA, fazendo cortes de diferentes formas para que as crianças introduzam os elementos: cubos, bolas, potinhos, caixas. Com esse brinquedo as crianças podem explorar a caixa, introduzir objetos de acordo com o formato, esconder-se, buscar elementos e outras propostas outras propostas que surgirão deles mesmos.
Outra variação é o modelo abaixo, feito com caixas menores:

Projeto Higiene e Saúde




1Alguns vídeos que ainda organizarei para trabalhar o projeto Higiene...

terça-feira, 18 de agosto de 2009






DEUS SEMPRE APARECE
Quando o sonho se desfaz... DEUS reconstrói!
Quando se acabam as forças... DEUS renova!
Quando é inevitável conter as lágrimas... DEUS dá alegria!
Quando não há mais amor... DEUS o faz renascer!
Quando a maldição é certa... DEUS a transforma em bênção!
Quando parecer ser o final... DEUS dá novo começo!
Quando a aflição quer persistir... DEUS nos envolve com paz!
Quando a doença assola... DEUS é quem cura!
Quando o impossível se levanta... DEUS torna possível!
Quando faltam palavras... DEUS sabe o que queremos dizer!
Quando tudo se parecer fechar... DEUS abre uma nova porta!
Quando você diz: “Não vou conseguir“... DEUS diz: “Não temas, pois, estou contigo!
Quando o coração é machucado por alguém... DEUS é quem derrama o bálsamo curador!
Quando não há possibilidades... DEUS faz o milagre!
Quando só há morte... DEUS nos faz persistir!
Quando você não sentir mais esperança... DEUS é a resposta
Quando a noite parecer não ter fim... DEUS faz nascer o amanhecer!
Amados, o que você está esperando? Renda-se, entregue-se a Jesus, e detalhe sirva o Evangelizando.
E aproprie-se da graça de Deus!!!!!!!!!!!
Aproveite e faça a diferença, pedindo para que os seus amigos se cadastrem no site www.padremarcelorossi.com.br.
Para que eles sejam evangelizados com orações e mensagens maravilhosas.
CADASTRE-SE!!!
Vamos formar novos amigos na Rede Eletro-Cristo com MARIA. DIVULGUE.
EVANGELIZAR = FELICIDADE, SEJA FELIZ, EVANGELIZE!
Convide também seus amigos para orar junto com você o Rosário Virtual e o Terço da Misericórdia, que estão
disponíveis em nossa Capela Virtual.
Ouça a Benção do Padre Marcelo Rossi.

Ouvir
Amados,Abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso o Pai † e o Filho e o Espírito Santo. Amém.
Paz e bem! Fique com Deus, e Evangelizem!
Padre Marcelo Rossi

domingo, 16 de agosto de 2009

Leitura

Notícia

Palm Pre espiona o próprio dono

Usuário descobre que aparelho coleta e envia periodicamente informações à Palm, inclusive suas coordenadas atuais no GPS
Geek
Por Antonio Blanc
Por essa ninguém esperava: enquanto estudava “a fundo” o funcionamento do WebOS, o sistema operacional baseado em Linux usado no Palm Pre, Joey Hess notou que o smartphone coleta e envia periodicamente à Palm um pacote contendo várias informações. Tudo isso sem o consentimento do usuário.
Em seu blog Joey detalha o que é coletado, por quem e o que é feito com esta informação. Os relatórios enviados pelo aparelho à “nave mãe” incluem uma lista completa de todos os aplicativos instalados no aparelho, por quanto tempo cada programa foi usado ao longo do dia e, o mais preocupante, as coordenadas atuais do aparelho, obtidas usando o GPS integrado.
Além disso, o sistema também tira um “instantâneo” do aparelho, incluindo mensagens do kernel, logs de sistema, dumps da memória e informações sobre espaço em disco, a cada vez que um programa “cai”. Esta informação, que também é enviada à Palm, tem um propósito supostamente útil: ajudar a empresa a depurar e aperfeiçoar o sistema, rastreando condições que possam disparar bugs que afetem a estabilidade.
Os dados privados são coletados por um “daemon” (um programa que roda em segundo plano) chamado uploadd, e por um programa auxiliar batizado de contextupload. Editando alguns arquivos de configuração, Joey conseguiu desativar a coleta, mas acredita que a modificação não sobreviverá a uma atualização do sistema operacional, que no Palm Pre é automática.
Os Termos e Condições de Uso do Palm Pre, publicados no site da Palm, deixam claro que a empresa pode coletar de tempos em tempos informações sobre o aparelho. Entretanto, são escritos de forma a não especificar quais dados. Assim, qualquer seja o comportamento do sistema – mesmo que comprometam a privacidade do usuário, que é protegida por lei nos Estados Unidos – pode ser enquadrado sob seus termos.
Reagindo à notícia, e jamais negando as afirmações de Hess, a empresa se defendeu dizendo que as coordenadas de GPS são coletadas para poder fornecer “melhores resultados” para o usuário quando este faz buscas via Google Maps.

sábado, 15 de agosto de 2009
















PROJETO: CHAPEUZINHO VERMELHO
JUSTIFICATIVA
O trabalho com contos clássicos torna a aula mais atrativa, dinâmica e mais próxima da realidade dos alunos.
Valoriza a língua como veículo de comunicação e expressão das pessoas e dos povos, abrangendo o desenvolvimento da linguagem, da leitura e da escrita.

OBJETIVOS:
Recuperar as histórias da primeira infância;
Preparar a criança para a aprendizagem da leitura e da escrita, de maneira lúdica e criativa;
Trabalhar com a narração, com o corpo e a gesticulação, entonação e preparação do espaço a ser utilizado pelas crianças, ampliando os vários sentidos da narrativa;
Garantir ainda uma relação mais afetiva entre professores e alunos e facilitar uma melhor integração no ambiente escolar;
Refletir sobre os princípios éticos, morais e culturais apresentados no vídeo, interligando-os com a realidade atual, desenvolvendo a habilidade da argumentação;
Produzir textos diversos coletivamente (narrativos, descritivos, bilhete, receitas, anúncios,);
Explorar a linguagem oral e escrita.

MATERIAL

DVD: Chapeuzinho Vermelho; Televisão e vídeo; CD da história Chapeuzinho Vermelho - Clássicos Inesquecíveis; Diversos (sulfite, lápis de cor, giz de cera, cartolina,...).

DESENVOLVIMENTO
1) Apresentação do livro: capa, material, título, editora, ilustrações.
2) Ler a história toda e mostrar as figuras;
3) Ouvir o CD Clássicos Inesquecíveis;
4) Interpretação oral: os alunos contam a história, identifica os personagens, o tempo, o espaço que acontece a história (Onde? Quando?);
5)Contar diferentes obras de diversos autores fazendo a comparação.
6) Dramatização;
7) Atividades orais e/ou escritas tais como:
· Escrita de palavras com letras móveis
· Caça-personagens
· Cruzadinha
· Receita
· Seqüência com tarjas (música)
· Reescrita coletiva do texto
· Você já desobedeceu a sua mãe alguma vez? Se você nunca desobedeceu, conte alguma história de alguém que já tenha desobedecido.
· Escreva um bilhete para a mãe de Chapeuzinho avisando que a vovó não estava muito bem de saúde. (DIRIGIDA)
TEMAS TRANSVERSAIS
Ética: Diálogo, respeito mútuo, responsabilidade, cooperação, organização, solidariedade. Trabalho coletivo, compartilhar descobertas.
Pluralidade Cultural: Educação – Diferentes formas de transmissão de conhecimento: práticas educativas e educadores nas diferentes culturas; Cidadania: Direitos e deveres individuais e coletivos. Literatura e tradição: línguas, dialetos, variantes e variação lingüística.
HISTÓRIA – GEOGRAFIA – CIÊNCIAS
ATIVIDADES: (DIRIGIDAS, ILUSTRADAS E/OU ORALMENTE).
TEMA: FAMÍLIA, CASA, ANIMAIS, ALIMENTOS, ZONA RURAL E URBANA,...
1) Diga sim ou não nas características do lobo: (Oralmente)
Feroz, mamífero, carnívoro, doméstico, quadrúpede, manso, herbívoro, corpo coberto de pêlos, selvagem, bípede.
2) O lobo é um animal quadrúpede, mamífero e tem o corpo coberto de pêlos. Escreva o nome de mais cinco animais que têm as mesmas características.
3) Qual é o tipo de alimentação dos lobos? (Oralmente)
4) De onde vem a água que os animais bebem? (Oralmente)
5) Escreva nomes de plantas que servem de alimentação para o homem. 6) Entre os doces que Chapeuzinho levou para a vovó tinha um bolo de milho. O milho é matéria-prima que serve de alimento para o homem e animais. Ele pode ser transformado em vários produtos industrializados. Diga o nome de alguns. (Oralmente)
7) Diga o nome de alguns produtos industrializados para cada matéria-prima. (Oralmente)
Leite, carne, tomate, couro, cana-de-açúcar8) Quais os cuidados que devemos ter com os animais? (Oralmente)
9) Você tem cachorro em casa? Quais os cuidados que você deve ter com ele? (Oralmente)
10) Como deve ser o local onde os animais vivem? (Oralmente)
11) Em que zona do município acontece a história do Chapeuzinho Vermelho? (Oralmente)
12) Em qual zona você mora? (Oralmente)
13) Qual zona do município é melhor morar? (Oralmente)
14) Quais os alimentos que utilizamos que vem do campo? (Oralmente)
15) Chapeuzinho Vermelho usou algum meio de transporte para visitar sua avó? (Oralmente)
16) Quando você vai visitar sua avó, qual o meio de transporte que você usa? (Oralmente)
17) Você obedece a sua avó? Como você trata seus avós? (Oralmente)
18) Desenhe os meios de transporte que você conhece: Terrestre Aquático Aéreo
19) Em qual estação do ano você acha que aconteceu a história? Por quê? (Oralmente)
20) Você sabe quais são as estações do ano? (Desenhe-as). 21) Vamos recordar onde moramos: (Oralmente)
Planeta, Continente, país, região, estado, capital, município,

MATEMÁTICA (DIRIGIDA)
1) A mãe de Chapeuzinho fez um bolo de milho para vovó. Ela usou 5 espigas de milho e outros ingredientes. Se ela fizesse dois bolos, quantas espigas usaria? (Desenhar as espigas de milho). 2) Chapeuzinho levou também brigadeiro. Para fazer brigadeiro precisa de uma lata de leite condensado. O preço da lata é R$ 2,00. Se ela fizesse o dobro de brigadeiro, quanto gastaria? (Representar o dinheiro através de cédulas ou moedas). 3) Se eu trouxesse 25 brigadeiros para distribuir entre os alunos, quantos brigadeiros cada aluno iria receber? (Desenhar o número de alunos e os doces. Depois ligar um ao outro). PRODUTO FINAL: Confecção de livrinhos de receitas para o “Dia das Mães”
AVALIAÇÃO:
Os alunos serão avaliados no desempenho das habilidades e competências utilizadas nas atividades escritas e orais.

Chapeuzinho Vermelho

Era uma vez uma linda menina, que morava com sua mãe em uma bela casinha. Ela sempre usava uma capa com um chapeuzinho bem vermelho. Certo dia sua mãe pediu que ela fosse levar uma cestinha cheia de doces para sua vovó:__ Chapeuzinho! Chapeuzinho! Vá levar essa cestinha de doce para a vovó, mas evite o caminho da floresta que é perigoso, vá pelo bosque e não fale com estranhos. __ Está bem mamãe. Tchau. Chapeuzinho adorava sua avó, e saiu em disparada cantando de alegria. “Pela estrada afora eu vou bem sozinha...”. Queria fazer uma surpresa para a vovó e começou a colher as flores que encontrava pelo caminho. A menina estava tão distraída com as flores quando deu de cara com o lobo mau. Ela não sabia que ele era o Lobo malvado, mas não se assustou e nem sentiu medo. __ Bom Dia, Chapeuzinho Vermelho.__ Bom Dia!__ Aonde você está indo?__ Vou visitar minha vovozinha, que está muito doente. __ Por que você não vai pela floresta, que é bem mais perto?__ Será que é mesmo? Minha mãe disse para eu ir pelo bosque. __ Claro que é mais perto pela floresta, sua mãe está enganada.__ Muito obrigada Senhor Lobo, tchau.Enquanto Chapeuzinho seguia pelo caminho da floresta, o Lobo rapidamente seguiu pelo bosque, cantando e correndo: “ Eu sou o Lobo Mau, Lobo mau...”O Lobo chegou na casa da vovozinha e bateu na porta:__ Tum, tum! Vovó, vovozinha?__ Quem está aí?__ Sou eu, Chapeuzinho Vermelho - disse o Lobo disfarçando a voz. __ Entre minha netinha, a porta está aberta.O Lobo que era muito rápido, foi entrando e de uma só vez engoliu a vovozinha. Depois vestiu as roupas dela, e ficou esperando Chapeuzinho Vermelho. Chegando na casa da vovó:__ Tum, tum! Vovó, vovozinha?__ Entre querida. __ Vovó! Por que suas orelhas estão tão grandes?__ É pra te ouvir melhor. __ Vovó! Para que esses olhos tão grandes?__ É para te ver melhor. __ Credo vovó, por que a senhora está com essa boca tão grande?__ É para te comer!!!Dizendo isso, o Lobo começou a correr atrás de Chapeuzinho. Depois de algum tempo ele tropeçou e caiu no chão.Enquanto isso a menina se escondeu dentro de um velho armário.O Lobo resolveu dar uma cochilada e começou a roncar. Uns caçadores que passavam escutaram: __ Que ronco esquisito é esse?__ Pois é, também estou ouvindo. __ Vamos ver o que é?__ Ah! É o Lobo!
__ Será que ele comeu a vovó?
Ouvindo isso, Chapeuzinho apareceu e contou toda a história: __ Senhores o Lobo me enganou, chegou aqui antes de mim e deve ter comido minha vovozinha. Ele queria me comer também. __ Então, o que vamos fazer? – disse um caçador. __ Vamos cortar a barriga dele.Aproveitando que ele está dormindo cortaram sua barriga, e tiraram a vovozinha de dentro. As duas se abraçaram muito felizes. __ E agora o que faremos com esse malvado?__ Vamos encher a barriga dele com pedras. – disse um dos caçadores. Quando o Lobo acordou, tentou fugir, mas ele caiu e nunca mais levantou.Todos ficaram aliviados e felizes. Os caçadores foram embora, e as duas foram sentar na varanda e saborear os doces. __ Vovó, eu prometo nunca mais desobedecer minha mamãe.__ Isso mesmo, os filhos não devem desobedecer a suas mães, elas sempre querem o melhor para seus filhinhos.
MÚSICA

PELA ESTRADA A FORA,
EU VOU BEM SOZINHA
LEVAR ESSES DOCES PARA A VOVOZINHA
ELA MORA LONGE,
O CAMINHO É DESERTOE
O LOBO MAU PASSEIA AQUI POR PERTO
MAS À TARDINHA, AO SOL POENTE
JUNTO À MAMÃEZINHA DORMIREI CONTENTE.


"-E ainda teve a pipoquinha na sessão cineminha..."
MC
Fonte: 4shared.com

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Os olhos de quem vê.


OS OLHOS DE QUEM VÊ


Um dia, um pai de família rica, grande empresário, levou seu filho para viajar até um lugarejo com o firme propósito de mostrar o quanto as pessoas podem ser pobres. O objetivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais que possuía, o status, o prestígio social; o pai queria desde cedo passar esses valores para seu herdeiro. Eles ficaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa, de um morador da fazenda de seu primo... Quando retornavam da viagem, o pai perguntou ao filho: - E aí filhão, como foi à viagem para você? - Muito boa papai. - Você viu a diferença entre viver na riqueza e viver na pobreza? - Sim pai! – Retrucou o filho, pensativamente. - E o que você aprendeu com tudo o que viu naquele lugar tão pobre? O menino respondeu: - É pai, eu vi que nós temos só um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança metade do jardim, e eles têm m riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes e eles têm as estrelas e a lua no céu. Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteirinha. Nós temos alguns canários numa gaiola e eles têm todas as aves que a natureza pode oferecer-lhes, soltas! O filho suspirou e continuou: - E além do mais papai, observei que eles oram antes de qualquer refeição, enquanto nós sentamos à mesae falamos de negócios, dólar, eventos sociais, daí comemos, empurramos o prato e pronto! No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer orar, enquanto ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive a nossa visita na casa deles.Lá em casa, vamos para o quarto, deitamos, assistimos TV e dormimos. Outra coisa papai, eu dormi na rede do Tonho e ele dormiu no chão, pois não havia rede para cada um de nós. Na nossa casa colocamos a Maristela, nossa empregada, para dormir naquele quarto onde guardamos entulho, apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando. Conforme o garoto falava, o pai ficava estupefado, sem graça e envergonhado. O filho na sua sábia ingenuidade e o seu brilhante desabafo abraçou o pai e ainda acrescentou:



- Obrigado papai, por ter me mostrado o quanto somos pobres!



MORAL DA HISTÓRIA:



Não é o que você tem, o que você faz ou onde está, que irá determinar sua felicidade; mas o que você pensa sobre isto.Tudo o que você tem, depende da maneira que você olha, da maneira que você valoriza.Se você tem amor e sobrevive nesta vida com dignidade tem atitudes positivas e partilha com benevolência suas coisas, então...

Você tem tudo.

sábado, 25 de julho de 2009

A importância da Família para o Desenvolvimento Infantil UNICEF

Para proteger a garantia de direitos básicos das crianças de 0 a 6 anos de idade, a participação da família é imprescindível.
Está na lei: o Estatuto da Criança e do Adolescente diz que a família, com o apoio da comunidade e do governo, deve criar, educar, proteger as crianças e garantir o seu desenvolvimento.
Antes do nascimentoDesde o momento em que o bebê se forma na barriga da mãe, a família deve cuidar para que ambos tenham acesso aos serviços de saúde e, no mínimo, às seis consultas gratuitas do exame pré-natal. A saúde da mulher grávida no trabalho e uma alimentação nutritiva também são importantes. A mãe deve ter acesso a algumas vacinas e a todas as informações sobre amamentação e parto. Seguindo todas essas instruções, a mulher corre menos risco de morrer devido às complicações do parto e a criança vem ao mundo com saúde.
Os primeiros mesesQuando a criança nasce, é muito importante fazer o registro civil. Ter uma certidão de nascimento é garantia de cidadania e acesso aos serviços básicos de educação e saúde no futuro. Nos primeiros meses de vida, a família tem que ajudar a criar o bebê.
Nessa etapa, cuidar da saúde é muito importante, porque é nesta fase que os bebês correm maior risco de adoecer e morrer. As vacinas protegem os bebês das doenças graves e o leite materno é o alimento mais completo, com todas as vitaminas necessárias. Até os seis meses de idade, ele deve ser dado exclusivamente, a não ser que um médico dê orientações contrárias.
As consultas médicas no primeiro ano de vida devem ser feitas mensalmente.
Conversar, brincar com o bebê ajudam o desenvolvimento das crianças.. É assim que elas aprendem a se comunicar e a descobrir o mundo. Mesmo antes de aprender a falar, a criança aprende a se comunicar com gestos e caretas.
A família deve ficar atenta às vacinas. O cartão de vacinação deve ser preenchido rigorosamente e alimentação, depois dos sete meses, deve conter pouco sal e açúcar.
Dê preferência aos alimentos naturais, como sopas e papas feitas em casa.
Os primeiros anos Brincar é a principal atividade das crianças.
Elas precisam conhecer, tocar, mexer, cantar, dançar, ouvir histórias, para se desenvolverem bem nessa fase de aprendizado acelerado.
É importante se relacionar com adultos e com outras crianças.
Nessa fase de descobertas, proteja suas crianças de acidentes.
Ao completar um aninho, é hora de começar, aos poucos, incentivar o abandono da fralda.
Ensinar os limites do sim e não também começa nessa idade.
Os limites devem ser ensinados pela família com firmeza, mas sem violência. A violência é crime mesmo quando os adultos têm a intenção de educar a criança.
A criança precisa de seis refeições por dia.
Todo ser humano tem direito a uma alimentação saudável.
As famílias devem educar seus filhos para a cidadania.
Quando aprendem a respeitar as diferenças cedo, as crianças se tornam adultos conscientes.
As famílias devem cobrar, de suas prefeituras, o direito à creche e a lugares limpos para que as crianças possam brincar.
Um instrumento que ajuda a fazer cumprir as leis é o Conselho Tutelar.A família pode recorrer ao conselho sempre que os direitos das crianças forem desrespeitados.
A partir dos quatro anos, as crianças podem freqüentar a pré-escola. Isso ajuda e acelera o desenvolvimento durante a primeira infância.
Nessa etapa, a família deve estimular a criatividade das crianças.
Brincar de faz-de-conta é uma atividade importante.
Os hábitos de higiene devem ser ensinados e exigidos.
Todas as famílias têm direito a saneamento básico fundamental.





Fonte:Coleção Família Brasileira Fortalecida, do UNICEF, estão integralmente disponíveis no site www.unicef.org.br


Meus textos favoritos...

A AJUDA DOS PAIS PARA CRIANÇAS QUE COMEÇAM A APRENDER A LER
(para pais e educadores)

A tarefa de alfabetizar uma criança é atividade para profissionais. Somente a escola e somente bons professores sabem escolher método mais atualizado, conhecem os saberes infantis no contexto escolar e, dessa forma, podem alfabetizar com segurança.
Uma ajuda realizada por pessoas estranhas ao método pode representar mal não menor, que a de alguém que sem preparo específico em uma sala cirúrgica pensa que pode atuar. É por essa razão que quando pais e mães, tios e avós sentem que podem ajudar uma criança a aprender a ler, o que de melhor devem fazer é procurar a escola e com os profissionais da alfabetização, descobrir caminhos em que a intervenção efetivamente colabore. Quando, entretanto, essa possibilidade não se mostra tangível, é importante conhecer alguns procedimentos que ajudando a criança a se envolver com o universo do letramento, em nada atrapalha seu processo de alfabetização e pode ainda positivamente contribuir para que, aprendendo na escola, torne-se leitora melhor.

Entre esses procedimentos, julgamos interessante sugerir:

Na entrada da casa, mostre que o mundo da leitura se faz presente no catálogo telefônico que ali, por acaso se acha; em um calendário eventualmente pendurado na parede, quem sabe mesmo neste ou naquele quadro que ainda que não tenha palavras, suscita a vontade de saber se é ou não assinado, quem é seu autor. Inserir a criança no mundo do letramento é ajudá-la descobrir que existem palavras em toda parte e que estas expressam indicações, idéias, orientações. Não é essencial que “se traduza” para a criança a palavra que ali está, mas que possa tornar-se aventureira no desafio de perceber como a sociedade cerca-se de palavras escritas e como é importante na escola aprendê-las.
Outro espaço de valor inestimável para essa imersão infantil no mundo da palavra é a cozinha sempre rica em receitas, produtos com rótulos, eletrodomésticos com embalagens ou com dizeres que representam continuidade nesse percurso de descoberta. Não é necessário que esse passeio seja realizado em um só dia; ao contrário é ainda mais útil que a curiosidade da criança, acesa em um aposento a leve perguntar coisas sobre palavras, impressas em rótulos, recados, decorações, etc.
Da mesma forma que a cozinha, também o banheiro sempre cheio de remédios, desodorantes, pastas e escovas de pentes, produtos capilares e outros, muito outros, se afiguram úteis.Não apenas o banheiro, mas também um escritório, uma sala de jantar ou mesmo um terraço exibe sempre imenso universo de coisas escritas que podem se prestar a desafios interessantes. É essencial que o acordar dessa curiosidade seja espontâneo e que os desafios não abriguem vontade de acerto. – O que será que está escrito aqui? Você acha que é isso mesmo? Será que não poderia ser outra coisa? Nesta oportunidade, a curiosidade da criança a motiva e uma forma infeliz de truncá-la é assumir o papel de sábio letrado que para cada pergunta, tem sempre uma resposta a oferecer.

Uma ajuda sistemática; um pouquinho hoje, um retorno amanhã; um perpétuo ponto de interrogação sempre pronto para acender a vontade da busca toma em verdade pouco tempo e muito ajuda. Emília Ferreiro sempre destacou que dois mitos na alfabetização merecem cair: o primeiro é de que a alfabetização se encerra na escola e o segundo é de que basta a um adulto saber ler, para que possa a uma criança ensinar a ler. Verdadeiros profissionais não se substituem, mas aceitam com carinho a proposta interessante de uma ajuda bem pensada.

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Receitas de Festas Juninas...


Maçã do amor

Ingredientes:

8 maçãs firmes
4 xícaras de açúcar
1 xícara de água
2 colheres (sopa) de glucose de milho
1 colher (sopa) de corante vermelho para alimentos
palitos para sorvete

Modo de Preparo:
Lave e seque muito bem as maçãs. Espete os palitos na parte superior das maçãs, ao lado do talinho. Unte uma pedra de mármore ou granito com óleo vegetal. Prepare a calda misturando bem o açúcar, água e glucose. Coloque em uma panela funda e pequena (pode ser em uma leiteira), tampe e levar ao fogo, fervendo tampada por 3 minutos. Retire a tampa e ferva por aproximadamente 10 minutos ou até atingir a temperatura de 130 graus (ou ponto de vidro, pode-se testar colocando algumas gotas da calda em um copo com água gelada). Retire do fogo e acrescente o corante e balance levemente a panela para colorir todo a calda. Coloque a panela com a calda em banho-maria e mergulhe as maçãs, uma a uma segurando-as pelos palitos. Levante e deixe escorrer o excesso, coloque para esfriar sobre uma pia de mármore untada. Deixe esfriar completamente.

Dicas:
ATENÇÃO: Esta receita não deve ser preparada por crianças menores de 14, mesmo acompanhadas por um adulto. Queimaduras com caramelo são perigosas deixando seqüelas em 90% dos casos. Antes de preparar a receita, coloque gelo e água em uma tigela funda e coloque-a ao lado do fogão, caso respingue calda nas mãos, mergulhe-as imediatamente na água gelada. Lave com sabão neutro e procure atendimento médico.



Categoria: Sobremesas: Doces
Temperatura: Frio
Dificuldade: Fácil


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Momentos C.I.E.P. Barão de Itararé

















Minhas queridas es-alunas do Barão de Itararé...

Amo muito vocês!!!!!!! ( Formatura 20o8)
















Barão de Itararé
(Apparício Torelly)
"Al Barón de Itararéun grande entre los grandes,con respeto le saludade pieel poeta de los Andes:Neruda.(Pablo Neruda, 1945)

Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o Barão de Itararé, nasceu no interior de uma diligência, no Estado do Rio Grande do Sul, em um local próximo à fronteira com o Uruguai, no dia 29 de janeiro de 1895.
Em 1906 matricula-se, como interno, no Colégio Nossa Senhora da Conceição, em São Leopoldo-RS, onde faz o seu primeiro jornal manuscrito, intitulado "Capim Seco", com tiragem de um exemplar, em 1909.
Deixa o colégio após cursar o 5º. ano ginasial, em 1911. Anos depois, por pressão familiar, matricula-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre-RS.
"Pontas de Cigarros", "versos diversos" e "poemas bem humorados", o primeiro e único livro com seu nome verdadeiro, é publicado em 1916.
Em 1918, durante suas férias, sofre um derrame quando andava a cavalo na fazenda de um tio. Face ao problema surgido, abandona a Faculdade no 4º. ano e inicia viagens pelo interior do estado, fazendo conferências sobre diversos assuntos. Publica sonetos e artigos em jornais e revistas, como: "Kodak", "A Máscara" e "Maneca". A partir de então, dedica-se exclusivamente ao jornalismo. Nessa mesma época funda "A Noite e a Reação", "A Tradição" e " O Chico", seu primeiro jornal de humor. Casa-se com Alzira Alves, com quem tem três filhos: Ady, Ary e Arly.
Já separado, em 1925, muda-se para o Rio de Janeiro. Começa a trabalhar no jornal "O Globo" como articulista, tendo como padrinho Irineu Marinho, Diretor-proprietário daquele matutino. Com sua morte, naquele mesmo ano, Aparício Torelly desliga-se do jornal e, a convite de Mário Rodrigues (pai de Nelson Rodrigues), ex-secretário do Correio da Manhã, começa a escrever uma coluna na primeira página da que, no futuro, seria "A Manhã". Com ele vai Andres Guevara, ilustrador, que conhecera há pouco.
No dia 2 de janeiro de 1926 estréia n'"A Manhã" com a coluna intitulada "A manhã tem mais...", assinada sob o pseudônimo de Apporelly. Diante da boa receptividade que obteve, o humorista é levado a criar outra coluna, também na primeira página.
Aproveitando-se da data, em 13 de maio de 1926 abandona o emprego e funda seu próprio jornal, "A Manha", um tablóide de circulação nacional. O jornal é um sucesso completo, superando as fórmulas já velhas conhecidas dos leitores, como "O Malho", "Fon-Fon" e "Careta".
Historia contada sobre o autor: Corria o ano de 1928. Em Porto Alegre, uma conferência sobre pesquisa para descobrir a causa da aftosa (doença que ataca o gado) mobilizava um público atento. Getúlio Vargas, então deputado no Distrito Federal (Rio de Janeiro), estava presente. O conferencista, dono de argumentação técnica consistente, impressionava. No encerramento, disse:- É imperioso que desenvolvamos esse tipo de pesquisa, para benefício do Brasil, pois que uma vacina eficaz contra a aftosa tem grande significado econômico.Criado o clima de gran finale, aumentou a voltagem atmosférica, ao desafiar, subitamente:- Afinal de contas, quem é que somos nós? Repito: quem é que somos nós?Ato contínuo, frente a uma platéia literalmente hipnotizada, o conferencista começou a dançar e a cantar o conhecido hino: "Nós somos da pátria amada, fiéis soldados...". E dançando e cantando saiu da sala.
Em 1929 "A Manha" circula como encarte semanal do jornal "O Diário da Noite", por quatro meses. O jornal, do conhecido Assis Chateaubriand, na primeira semana dobra a tiragem, vendendo 15.000 exemplares, até atingir a marca de 125.000 exemplares na data da publicação do programa da Aliança Liberal.
Sempre irreverente, em 1930, com a revolução, o autor proclama-se Duque de Itararé, herói da batalha que não houve. Semanas depois, rebaixa-se a Barão como prova de modéstia. No dia 02 de setembro de 1932 é preso pela 4º. delegacia auxiliar (responsável pela ordem política e social), após "delirante atividade revolucionária" mantida nas páginas d' "A Manha" e constantes estocadas contra o governo instalado pela revolução.
O ano de 1934 marca a abertura do "Jornal do Povo", em outubro, em companhia de Aníbal Machado, Pedro Mota Lima e Osvaldo Costa. Nos dez dias em durou, o jornal publica em fascículos a história de João Cândido, um dos marinheiros da revolta de 1910. O Barão é seqüestrado e espancado por oficiais da marinha nunca identificados. Depois do atentado retorna à redação e afixa uma placa na porta: "Entre sem bater".
Preso, novamente, em 09 de dezembro de 1935, por ser militante e um dos fundadores da Aliança Nacional Libertadora, permanece "em cana" durante todo o ano de 1936, primeiro a bordo do navio presídio D. Pedro I, depois na Casa de Detenção do Rio de Janeiro; juntamente com Hermes Lima, Eneida de Morais, Nise da Silveira e Graciliano Ramos. Dona Zoraide, sua segunda mulher, falece nesse ano.
Este último, em "Memórias do Cárcere", referiu-se por diversas vezes ao Barão, tendo dito: "... Ao fundo, Apporelly arrumava cartas sobre uma pequena mesa redonda, entranhado numa infinita paciência. Avizinhei-me dele, pedi notícias do livro que me anunciara antes: a biografia do Barão de Itararé. Como ia esse ilustre fidalgo? A narrativa ainda não começara, as glórias do senhor barão conservavam-se espalhadas no jornal. Ficariam assim, com certeza: o panegirista não se decidia a pôr em ordem os feitos do notável personagem."
Mas suas citações sobre o Barão em seu famoso livro desagradaram a amigos do enfocado, como se pode perceber nas declaração de Carminda de Azevedo Mendes Steed, amiga de Apparício: "...E quem leu "Memórias do Cárcere" e quem conheceu o Apporelly, fica com uma bruta duma raiva do seu Autor, o insigne, amargo, festejado, realista, seco como o sertão -- ah, um cactos o cáustico Graciliano, quando relata o dia a dia de seus companheiros presos e onde focaliza um Apporelly piadista, loquaz e festeiro, durante o dia sempre tentando levantar o moral de todo o mundo e um pobre desvalido, acometido de tremuras e suadeiras à noite como que atrapalhando, incomodando o repouso de seus companheiros. Um covarde travestido de bufo? Não seria isso mesmo que a gente lê nas entrelinhas?".
E concluía: "...Sabia lá Graciliano se essas noites nos dormitórios extensos de altas paredes e silêncios seculares onde o interno de São Leopoldo, nas mãos daqueles Mestres (que Ele, convenhamos, amava) alemães e jesuítas, como se não bastasse serem só alemães ou só jesuítas, aquele menino carente e vulnerável, órfão de mãe e premiado por um pai truculento e lacônico, ou seriam essas noites no Pedro I não o reflexo de sua infância já tão antiga, mas, a realidade do aqui e agora da infância e adolescência de seus filhos -- sem mãe também e jogados às traças por um amigo desleal a quem Apporelly os confiou."
Solto em 21 de dezembro de 1936, com outros 100 presos, reabre "A Manha", que só consegue funcionar por um ano, sob severa censura do DIP. Casa-se, pela terceira vez, com D. Juracy, que lhe dá mais um filho, Amy Torelly.
Janeiro de 1938 marca sua volta ao "Diário de Notícias", do Rio de Janeiro, e da coluna "A manhã tem mais...", onde colabora por quase seis anos.
No dia 27 de janeiro de 1939 é preso novamente ´por três dias. O fato se repetirá diversas vezes até o fim do Estado Novo.
D. Juracy, sua esposa, falece em 1940, ao dar à luz àquele que seria seu segundo filho com ela. A criança também falece. Apporelly retira-se para uma chácara em Bangu, no Rio, cedida pelo industrial Guilherme da Silveira Filho, e ali instala um laboratório onde desenvolve pesquisas sobre a vacina contra a febre aftosa, baseado em teorias de Pasteur.
Sua filha Ady morre em 1943, vitima de complicações pós-operatórias provocadas pela extração do apêndice.
Homenageado com um jantar na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), por amigos e jornalistas, em 1944, pelos seus 25 anos de jornalismo, no ano seguinte o Barão encabeça, no ano seguinte, um abaixo-assinado por liberdades democráticas. Ressurge "A Manha" com enorme sucesso, superando o que havia feito nas décadas de 20 e 30, contando com a colaboração de renomados escritores, tais como: José Lins do Rego, Sérgio Milliet, Rubem Braga, Raimundo Magalhães Jr. e Álvaro Lins. Arnon de Melo assume a área comercial do jornal e incentiva o aparecimento da figura do Barão como garoto-propaganda. Participa ativamente da campanha de Yedo Fiuza, candidato oficial do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à presidência da República.
Candidata-se à Câmara do Distrito Federal pelo PCB e, provando sua popularidade, é o oitavo mais votado de sua bancada, a qual obtém maioria na Câmara de Vereadores. O slogan da campanha foi: "Mais leite, mais água, mas menos água no leite -- Vote no Barão de Itararé, Apparício Torelly." A convite de Luiz Carlos Prestes, passa a colaborar com a "Folha do Povo". Faziam parte da equipe Carlos Drummond de Andrade, Di Cavalcanti, Jorge Amado e o jovem Sérgio Porto (posteriormente conhecido como Stanislaw Ponte Preta). No final do ano o registro do PCB é cassado e seus representantes eleitos perdem seus mandatos.
Fortuna, um dos melhores humoristas que este país já teve, disse: "...Se, primeiro por inexistência e depois por criancice, não o alcancei nos anos 30, nem por isso ele deixou de me alcançar através d' "A Manha" de 46, "o único quintaferino que sai às sextas". Ele podia achar o máximo essa autogozação, mas em São Luís do Maranhão eu tinha que reciclá-la para "o único quintaferino que chega dois meses depois". Parece que devido a gastos de guerra estava em vigor o racionamento de troco. "A Manha" custava um passe de bonde. Eu ia para o colégio a pé, rindo. Sou-lhe grato por ter amenizado as ladeiras que por sua causa tive que subir."
Em virtude de problemas financeiros, "A Manha" deixa de circular, em 1948.
O Barão associa-se a Guevara e lança o primeiro "Almanhaque" ou "Almanaque d'"A Manha" em São Paulo (1949).
Com o sucesso do lançamento, anima-se o Barão e, em 1950 "A Manha" volta a circular, editada em São Paulo, onde o humorista passa a viver por algum tempo, ou seja, até setembro de 1952, quando o jornal deixa de circular, definitivamente.
Em 1955 lança dois "Almanhaques", no 1º. e 2º. semestres. Colabora com o jornal "Última Hora". Velho e cansado, fixa-se novamente no Rio e casa-se, pela quarta e última vez com Aida Costa, que teve fim trágico anos depois.
Viaja pela China, em 1963, a convite do governo de Pequim, com passagem por Praga e Moscou. Nos anos seguintes (1964/1970), dedica-se a seus "horóscopos biônicos" e "quadrados mágicos". Passa a maior parte do tempo estudando e vive só em um pequeno apartamento em Laranjeiras, bairro do Rio de Janeiro.
Carminda diz mais: "...Esclerose -- só é! Sentenciavam alguns sectários, donos da verdade. Pureza, alma sensível, gentil. Caráter impoluto. Teve dignidade por toda sua vida -- respeito por todo mundo e por todas coisas. E teve dignidade ao morrer. Morreu sozinho para não sofrerem por Ele enquanto estava morrendo."
No dia 27 de novembro de 1971, falece aos 76 anos de idade, Apparício Torelly.
Livros Publicados:
Do Autor:
- Pontas de Cigarros, Apparício Torelly, Rio de Janeiro - 1925- "O Globo" - Rio de Janeiro - 1925 - artigos- "A Manhã" - Rio de Janeiro - 1926 - artigos- "A Manha" - Rio de Janeiro - 1926-1952 - artigos- "Jornal do Povo" - Rio de Janeiro - 1934 - artigos- "Avante", "Homem Livre", "O Povo" - Rio de Janeiro - Década de 30 - artigos- "Diário de Notícias" - Rio de Janeiro - 1938-1942 - artigos- "Almanhaque" - São Paulo - 1949 - 1º. semestre- "Almanhaque" - São Paulo - 1955 - 1º. semestre- "Almanhaque" - São Paulo - 1955 - 2º. semestre- "Última Hora" - São Paulo - 1955-1959 - artigos esparsos- "Almanhaque" - Agência Studioma Editora - S.Paulo - 1989 (reedição de 1955)
Sobre o Autor:
- "Apporely Cientista", in Revista Diretrizes, 06-03-1941 - Otávio Malta- "O único Barão da República", in Realidade, janeiro/1970 - Fortuna- "Barão de Itararé" - Leandro Konder, Edit. Brasiliense - S.Paulo/1983- "O Barão de Itararé" - Ernani Ssó, Porto Alegre/1984- "Máximas e Mínimas do Barão de Itararé" - Afonso Felix de Souza (org) - Editora Record - Rio de Janeiro/1986- "As duas vidas de Apparício Torelly", Cláudio Figueiredo, Editora Record- Rio de Janeiro/1987
Homenagens:Há duas escolas com o nome "Barão de Itararé" no Rio de Janeiro: uma em Marechal Hermes e outra em Santa Cruz.


Leia ainda on line:
Máximas e Mínimas do Barão de Itararé
Acima você poderá ver o brasão do'Barão de Itararé'.



http://www.culturabrasil.pro.br/biobibliografiaitarare.htm




Fé em Deus
Diogo Nogueira
Composição: Flavinho Silva

A luta está difícil, mas não posso desistir
Depois da tempestade, flores voltam a surgir
Mas quando a tempestade demora a passar
A vida até parece fora do lugar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar

Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus

Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus

Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus

Aquilo que não mata só nos faz fortalecer
Vivendo aprendi que é só fazer por merecer
Que passo a passo um dia a gente chega lá
Pois não existe mal que não possa acabar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar

Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus

Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé,
Nunca perca a fé em Deus

Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé, nunca perca a fé em Deus

Maria, Rainha da Paz!

Maria, Rainha da Paz!
Rogai por todos nós... Mãe do mundo!

Você imaginava?


"VOCÊ IMAGINAVA ...
QUE APRENDERIA ENQUANTO ENSINAVA...
QUE DANDO RECEBERIA...
QUE BRINCANDO CONSTRUIRIA...
QUE SERIA PROFESSORA E GUIA???
VOCÊ IMAGINAVA...
QUE DEIXARIA MARCAS PROFUNDAS COM SEUS EXEMPLOS E SEUS OLHARES, TRANSFORMANDO LÁGRIMAS EM RISOS E GARGALHADAS???
VOCÊ IMAGINAVA QUE CHEGARIA ESSE DIA EM QUE SEUS ALUNOS DIRIAM AO MUNDO INTEIRO "MINHA PROFESSORA, EU TE ADORO!!"
SE CHEGOU A IMAGINAR ALGUNS DESSES MOMENTOS, COM CERTEZA, EM SEU CORAÇÃO JÁ TINHA A ESSÊNCIA DESTA LINDA PROFISSÃO!!!!
(MARIA ROSA NEGRIN)

Lilás

Lilás